Testemunho da ex traficante Bárbara – Parte I


Vitória surpreendente

Aos 12 anos, Bárbara já era mulher de bandido e ajudava no tráfico. Aos 15, fugiu para o Rio de Janeiro, onde foi aliciada para ser garota de programa. O que a vida reservou a esta jovem?

 

O drama de Bárbara

Bárbara Oliveira, de 29 anos, cresceu em um lar destruído. A mãe era traficante e usuária de drogas. Com medo que a matassem, ela a trancava em casa a fim de protegê-la. “Minha mãe era viciada em cocaína, bebia bastante e de 6 em 6 meses se relacionava com mulheres. Eu presenciava tudo isso e nunca conheci o meu pai. Ela serviu aos encostos por 17 anos e quando os largou, a situação só piorou”, conta.

Tentando melhores condições de vida e a proteção da mãe, que aos poucos foi perdendo o controle da própria vida e de seus atos, Bárbara começou a traficar no lugar dela, passando a andar armada. “Eu era conhecida como a ‘princesinha do pó’ e só andava bem-arrumada. Nessa época, estava morando com um traficante. Era respeitada, considerada, vivia uma vida de rainha, mas era deprimida, infeliz. Despertava inveja nas outras mulheres; mesmo sem querer, fiz inimizades. Até pela inexperiência, pois era uma criança e me tornei intolerante. Apesar de nunca ter matado ninguém, gostava de ver as pessoas morrendo. Eu não tinha mais sentimento algum por nenhum ser humano”, comenta.

A morte da mãe de Bárbara era uma tragédia anunciada. Totalmente dominada pelo vício, nos momentos de lucidez implorava para que ela não usasse drogas. “Lembro que me pedia isso constantemente… Era uma mulher linda, mas que se destruiu com o vício. Eu a amava demais e, pensando que a estava ajudando, levava cocaína para ela, pois sem a droga ela ficava louca, quebrava tudo o que via pela frente. Na minha concepção da época, era uma forma de tentar ajudá-la.”

Mas todo o esforço da filha não foi capaz de salvá-la da morte. Um ano depois, quando Bárbara tinha 14 anos, sua mãe foi assassinada por traficantes. “A morte dela foi brutal. A molestaram sexualmente, estrangularam, deram um tiro na cabeça e ainda queimaram o corpo dela na rua. Não pude identificar o cadáver no Instituto Médico Legal (IML), porque estava irreconhecível e eu era menor de idade”, revela.

Após o assassinato da mãe, ela se viu praticamente só, sem família ou parente algum, além da irmã. Foi nesta época, que Bárbara encontrou abrigo na casa de Rachel de Carvalho Oliveira, de 66 anos, a quem chama carinhosamente de mãe. “Ela sempre passava alguns períodos em minha casa, mas após a morte da mãe, ela acabou ficando por mais tempo”, declara.

Fonte: http://www.folhauniversal.com.br/

Na fé

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Uma resposta para Testemunho da ex traficante Bárbara – Parte I

  1. telma maria machado moutinho disse:

    foi muito dificil pra barbara…mais deus tinha um proposito na vida dela.telma

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